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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Creed - Weathered

Em agosto de 2000, após o sucesso de "Human Clay", o baixista Brian Marshall, deixa a banda alegando diferenças pessoais e profissionais. Em Novembro de 2001 é lançado o álbum "Weathered" (Esgotado), que tinha pela frente a dura tarefa de suceder o estouro do "Human Clay". O resultado não podia ser diferente: o álbum conseguiu permanecer por um bom tempo no rank dos álbuns mais vendidos dos EUA.

Stapp, diz ser o melhor álbum da banda, pois segundo ele, "pois se este não fosse o nosso melhor álbum, deveríamos voltar para o estúdio e refazê-lo". Acerca do nome, o vocalista respondeu que "Weathered" uma expressão que significa alguém "calejado pelo tempo", "com as forças quase esgotadas" ou "vivido com bastante experiência".

A primeira faixa intitulada 'Bullets' é similar a 'What If', do antecessor "Human Clay", onde é demonstrado todo o descontentamento contra aqueles que apenas tem como objetivo prejudicar outros. Weathered ainda conta com uma canção épica chamada "Who's Got My Back' na qual há, no início e ao final, uma prece de um índio Cherokee.

O primeiro Single lançado foi "My Sacrifice", que até hoje ainda é tocado em nas rádios ao redor do mundo. Falando sobre esta música, Scott disse em entrevista que: "esse é o ponto de equilíbrio, um meio-termo entre mim e o Mark". Outro sucesso do Álbum é "One Last Breath", uma música considerada por muitos a mais 'romântica' do Creed. Porém uma análise das outras composições da banda, faz essa suposição desaparecer.

O outro single "Don't Stop Dancing" fez sucesso especialmente por tratar sobre a perseverança mediante tribulação e a fé perante coisas que parecem impossíveis de se resolverem, mais diretamente na sua letra. Isso se deu especialmente após os atentados de 11 de Setembro de 2001. Na apresentação da banda durante as "Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City", antes da execução desta canção, o vocalista lembra dos atentados e diz que o povo americano precisa ter fé para suportar isso. Weathered traz canções interessantes, que mostram um ritmo diferente em comparação com os outros álbuns, exemplos disso são 'Stand Here With Me', 'Hide' e 'Lullaby'.

Faixas:

1. "Bullets"
2. "Freedom Fighter"
3. "Who's Got My Back?"
4. "Signs"
5. "One Last Breath"
6. "My Sacrifice"
7. "Stand Here With Me"
8. "Weathered"
9. "Hide"
10. "Don't Stop Dancing"
11. "Lullaby"






Creed - Human Clay

O segundo álbum "Human Clay" (Barro Humano) saiu em 1999 e rapidamente ocupou a posição de primeiro no Top 100. Para muitos fãs, este é o melhor álbum lançado pela banda, devido aos arranjos musicais muito bem preparados, como na música 'Say I'.

Em Human Clay, a banda tenta explorar territórios musicais desconhecidos, como nas faixas 'Are You Ready' e em 'Wash Away Those Years'. Em 'What If', o vocalista Scott Stapp, fica feroz cantando diretamente para aquelas pessoas, que segundo ele, 'o julgaram mal durante anos'. 'Inside Us All' é a faixa do álbum que mais se parece com o tema abordado em "My Own Prison", trazendo um pouco de melancolia, mas deixando sua mensagem de esperança e fé que as coisas melhorariam.

As canções exploram os medos humanos. A própria capa do Álbum transmite isso, por apresentar um humano enterrado da cintura para baixo, com um relógio na mão direita, erguida para o alto, como numa tentativa de pedir socorro, num lugar deserto. São explorados nas músicas deste álbum o medo de crescer e deixar um vazio na juventude (como em 'Never Die'), da aflição da dor de consciência ('Faceless Man' aborda muito bem isso) e da traição ('Beatiful', que foi escrita por Stapp em lembrança de uma ex-namorada).

Há um equilíbrio entre a razão e a sensibilidade com as canções mais famosas do Álbum, 'Higher' que fala do desejo de um refúgio dos problemas, de uma forma bem otimista; e 'With Arms Wide Open', canção especial e íntima para Stapp, pois fora escrita quando ele descobriu que seria pai pela primeira vez; tal música fez sucesso internacional, sendo até mesmo tema de novelas, devido a forma como os sentimentos humanos são tratados nesta bela canção. Foi esta faixa que tornou o Creed conhecido em vários países da América Latina.

A banda apresentou-se no Woodstock '99 onde houve a participação especial do ex-guitarrista do Doors, Robby Krieger; o que aumentou ainda mais o sucesso da banda. Os singles 'Higher' e 'With Arms Wide Open' foram para os primeiros lugares e o recém-lançado "Human Clay" ganhou SETE discos de platina, ficando por 18 semanas em primeiro lugar nas paradas.

Faixas:

1. "Are You Ready?"
2. "What If"
3. "Beautiful"
4. "Say I"
5. "Wrong Way"
6. "Faceless Man"
7. "Never Die"
8. "With Arms Wide Open"
9. "Higher"
10. "Wash Away Those Years"
11. "Inside Us All"

Creed - My Own Prison

O primeiro disco da banda sob o título de "My Own Prison" (Minha própria prisão) foi lançado em 1997. Mesmo sendo uma produção patrocinada pelos próprios integrantes da banda (que custou US$ 6.000, US$ 4.000 destes vieram do pai de Brian Marshall, o baixista), o disco conseguiu vender mais de 5.000 cópias em menos de uma semana. Após isso eles assinaram contrato com a Wind-Up Records e regravaram o disco. Para promover o álbum, a banda resolve fazer uma turnê pelo país o que faz com as músicas "Torn", "My Own Prison", "What's This Life For" e "One" cheguem nos primeiros lugares dos sucessos. Ou seja, o Creed conseguiu o que pouquíssimas bandas conseguem: estabelecer 4 sucessos em apenas um álbum.

Muitos dizem que tal sucesso fora estabelecido graças à mensagens com forte conteúdo espiritual das músicas. "What's This Life For", por exemplo, foi composta tendo como enfoque o suicídio de um amigo Mark e Scott. E segundo Scott, "My Own Prison" foi criada as 5 horas da manhã depois de uma noite mal dormida.

Algo original do álbum, é que as letras, por mais melancólicas que pareçam, sempre trazem uma mensagem de esperança. Sobre esse aspecto, Mark Tremonti, co-autor das músicas declara: "Eu acho que é assim que nós somos. Apesar de tudo de ruim que já se passou em nossas vidas, nós vimos a luz no fim do túnel; nunca deixamos a esperança de lado, e sabíamos que havia um jeito de sair de onde estávamos". "Há tantas coisas que nós tratamos neste álbum", declara Scott Stapp, "questões governamentais, raciais, dúvidas próprias, auto-piedade, raiva e amargura". A respeito da religiosidade das suas composições, Stapp respondeu: "As pessoas estão confundindo as coisas, achando que somos uma banda religiosa, mas nós não somos, é somente o que eu estava passando naquele momento. Eu estava me questionando, lidando com certos assuntos e indo contra todas as convicções que tinham me ensinado durante toda minha vida. É difícil para as pessoas entenderem isso porque elas são usadas, estando apenas em sujeição à religiões ou denominações".

Faixas:

1. "Torn"
2. "Ode"
3. "My Own Prison"
4. "Pity for a Dime"
5. "In America"
6. "Illusion"
7. "Unforgiven"
8. "Sister"
9. "What's This Life For"
10. "One"
11. "My Own Prison
12. "Bound & Tied"
13. "What's This Life For" (Acústico)